I

Em Alepo não se vêem árvores.
Corri aflita pelas ruas caídas e sem cor,
memórias soterradas de muitas manhãs.
Encontrei mulheres entrapadas e
crianças tolhidas de frio e de medos.

Ali, irmãs das pedras e dos paus,
duas crianças juntavam folhas de papel
amarrotadas, sujas, levadas pelo vento.
Dos bolsos tiravam restos de lápis.
Desconheciam que sobre a pedra onde
riscavam de sorriso aberto, nascia o verde
da única árvore possível em Alepo.

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