II

Em Alepo somos rios sem foz,
Mulheres desventradas e vazias,
inseguras, incapazes de ser flor.

Os olhos perderam-se já nos caminhos,
Ficaram a chorar pelas casas em ruínas
presos ao vazio e à morte dos amores.

Em Alepo choramos sem lágrimas.
É de pó este choro, de barro os murmúrios.
E de vidro quebrado o cansaço nos pés.

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Fotografia (dupla exposição) de ©Antonio Mora (Espanha)

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