MÃE BRISA

Como uma brisa de vento
passaste pelas minhas manhãs.
Era de mar o cheiro que trazias contigo,
de lágrimas e serenidade ocultas
o colo onde permaneci como raio de sol
em dia de nevoeiro.
Neblinas que as ondas trouxeram
foram os braços com que me acolheste.
Lamento, mãe, a torre de Babel que foram os nossos dias
e o silêncio cinzento da tua ausência.
Mas todas as memórias têm a sua metade de esquecimento,
outra metade de amor.
Ainda sou o búzio e as conchas do nosso areal.
As gaivotas levaram gritos porque a praia não tem nome
mas ainda recorda os teus passos na areia enquanto o sol nascia…

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Ilustração: Mama, por ©Cláudia Tremblay

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