EVENTOS

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Cinco Lágrimas por Alepo
Livro SOLIDÁRIO de POESIA de vários autores
No próximo dia 4 de Fevereiro, sábado, será apresentado pelas 15 horas este livro solidário na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga.
Uma notícia lida por Conceição Lima no Jornal Público: “Em Alepo, contam-se os dias para a morte”, colocada posteriormente no seu mural, foi o mote para que António Gaspar Cunha escrevesse cinco poemas sobre o tema, a que deu o nome de CINCO LÁGRIMAS POR ALEPO, e os colocasse no seu “blog”. Choveram poemas, em reacção! Tornou-se vaga alterosa, incontrolável, irreprimível! Formou-se uma onda! Há ondas que nascem e se formam, sem que se preveja o movimento em que se desenham e avançam. A Ciência as explica, a Poesia as preenche. Desaguam agora, num grito comum, cumprindo o “dilúvio” que António Gaspar prenunciara…
Alepo foi a lágrima que fez transbordar a alma (as almas) repleta (s) de sentimentos, por vezes contraditórios e estranhos, mas sempre norteados por uma ideia de amor.
O mundo – a civilização onde vivemos – foi construído sobre sangue derramado em guerras seguidas de outras guerras, em escravatura seguida de mais escravatura – agora um cativeiro mental. Este é o estado actual da civilização, vivemos sob o jugo de uma escravidão intelectual baseada em ideias que “Os Senhores” tentam impor. Constroem armas, vendem armas, usam as armas, fazem a guerra, matam pessoas, matam crianças (que ainda não tiveram tempo para o ser), assassinam o futuro…
Existem, porém, almas livres que se movem como que num mundo paralelo, não aceitando estas imposições intelectuais. São, sobretudo, almas que, ao vaguear livremente e sempre que crêem necessário, soltam lágrimas, gritam a sua liberdade.
No breve espaço de tempo em que os poemas desta obra começaram a fluir pelo lugar para eles criado, e o seu conteúdo foi sendo absorvido, permitir-se-á dizer, porque se sente, que esta obra não é uma colectânea de poemas. Na verdade, os versos nem espelham estados de alma momentâneos, são muito mais do que reacções a estímulos repentinos, são ideias bem claras sobre o mundo.
Aqui falam as almas dos poetas. São almas que choram, que gritam, que se enfurecem, que clamam esperança e que por vezes sorriem. É um livro de poesia de uma beleza erguida passo-a-passo; são choros, sob a forma de poemas, que se juntam até formar um dilúvio de esperança.
Esta obra não é sobre Alepo, nem sobre as crianças que nos querem mostrar, é um livro de poesia sobre o mundo, sobre a paz.

Conceição Lima
António Gaspar Cunha

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Se não puder estar em Braga connosco no dia 4 de Fevereiro, pode unir-se a esta causa adquirindo o livro (P.V.P.= 10€), cujos lucros reverterão na íntegra para o programa na Síria da UNICEF, enviem uma mensagem para o correio electrónico: agc@dep.uminho.pt.
Gratos.